As empresas melhoraram a sua situação económica e financeira em praticamente todos os setores,sobretudo no setor do alojamento e restauração, revelam os dados preliminares das Estatísticas das Empresas em Portugal, uma publicação da responsabilidade do INE. 

Embora na generalidade dos indicadores analisados, tenha havido uma melhoria geral da situação económica e financeira das sociedades em praticamente todos os setores de atividade, o alojamento e restauração evidenciou-se como aquele em que a melhoria foi mais expressiva em 2015”.

Os dados indicam que aqueles dois setores aumentaram o seu volume de negócios em 8,9%, o VAB (Valor Acrescentado Bruto) em 13,2%, os gastos com pessoal em 7,1% e o excedente bruto de exploração em 26,9%.

Foi também no alojamento e restauração, bem como outros serviços, os únicos em que o número de mulheres superou, ainda que ligeiramente, o número de homens.

O setor da agricultura e pescas conseguiu também um bom desempenho entre 2014 e 2015, com o volume de negócios a aumentar 6,6%, o VAB 13,4%, os gastos com o pessoal 7,7% e o excedente bruto de exploração 10,1%.

Revela ainda o INE que indústria e energia, transportes e armazenagem e informação e comunicação tiveram "produtividades acima da média nacional". Ainda assim, apenas no setor da Indústria e energia a produtividade superou a observada no ano anterior (+2%).

Outros dados

Os dados divulgados referem ainda que em média, cada sociedade empregou 7,3 pessoas em 2015 (4 homens e 3 mulheres), com o setor da indústria e energia a registar a maior dimensão média (16,5 pessoas), mais do dobro do total das sociedades.

A rendibilidade das sociedades cresceu, a par com o aumento da proporção de sociedades com resultados líquidos positivos (+3 pontos percentuais do que em 2014).

Observou-se também uma evolução positiva dos rácios de autonomia financeira e de endividamento e o aumento de 1,2 pontos percentuais da taxa de investimento (18,91% em 2015), indicando a melhoria da situação financeira das sociedades.

A produtividade aparente do trabalho das empresas não financeiras (aferida pelo quociente entre o VAB e pessoal ao serviço) foi de 22,63 mil euros em 2015, 2,0% acima do valor registado em 2014.