Portugal pagou 1.161,2 milhões de euros em juros à troika até agosto, menos 213,1 milhões em termos homólogos, devido à extensão da maturidade de parte do empréstimo e aos reembolsos antecipados ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Estado reduziu também o pagamento em comissões no âmbito do PAEF para 11 milhões de euros nos primeiros oito meses deste ano, menos 4,9 milhões de euros (30,8%) do que os 15,9 milhões de euros pagos até agosto de 2016.

Os encargos do Estado com a dívida pública totalizaram 5.137,5 milhões de euros, menos 79,1 milhões de euros (1,5%) do que os 5.216,6 milhões de euros pagos até agosto de 2016, segundo a síntese de execução orçamental referente aos primeiros oito meses deste ano divulgada hoje pela Direção-Geral de Orçamental (DGO).

"O decréscimo da despesa com juros e encargos da dívida direta do Estado (-1,5%) justifica-se, sobretudo, com a redução dos juros relativos aos empréstimos obtidos ao abrigo do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), na sequência da extensão da maturidade do empréstimo do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) e das amortizações do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) ocorridas no final de 2016 e no início de 2017", afirma a DGO.

A entidade realça ainda a diminuição dos juros associados a Certificados de Aforro (CA) e Certificados do Tesouro (CT), devido ao fim do pagamento de prémios extraordinários de duas séries de CA, com "impacto nos juros suportados desde abril".

Em sentido contrário, a DGO refere o aumento dos juros com Obrigações do Tesouro (OT), "em virtude da alteração do seu perfil intra-anual (com um peso maior dos juros cujo pagamento incide nos meses de abril e julho), bem como dos juros associados a 'Outros instrumentos', na sequência do pagamento do primeiro cupão de uma série de obrigações emitida, em 2016, ao abrigo do programa Medium Term Note".