O Banco BPI registou um resultado líquido de 23 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um recuo de 87% face ao lucro de 183 milhões de euros obtido em igual período de 2016, informou esta quinta-feira o banco.

Gostaria de sublinhar que o resultado líquido com custos extraordinários é positivo em 23 milhões de euros, o que significa que o banco foi capaz de absorver perdas de 212 milhões de euros do ajuste contabilístico do BFA [Banco de Fomento Angola] e 77 milhões de euros de custos extraordinários do plano de saídas voluntárias que fizemos em junho e julho", realçou Pablo Forero, presidente executivo do BPI.

O responsável espanhol falava durante a conferência de imprensa de apresentação das contas entre janeiro e setembro, tendo destacado que o resultado líquido recorrente (sem extraordinários) ascendeu a 312 milhões de euros, correspondentes a um aumento de 71%.

Acho que tivemos uns bons nove primeiros meses do ano", vincou Pablo Forero.

O BPI divulgou ainda que reduziu em 347 trabalhadores o quadro de pessoal entre janeiro e setembro deste ano e mais cerca de 250 sairão até inícios de 2018.

No final de setembro, o BPI tinha 5.178 trabalhadores, menos 347 do que no final de 2016, segundo os resultados dos primeiros nove meses de 2017, hoje apresentados em conferência de imprensa.

Contudo, a redução de pessoal no BPI ainda continuará, uma vez que das mais de 500 funcionários que acordaram sair do banco nos programas de rescisões voluntárias e reformas antecipadas lançado em meados deste ano, disse o administrador José Pena do Amaral, acrescentando que há cerca de 250 pessoas que já assinaram a saída, mas que a efetividade dessa saída acontecerá só no final desde ano ou mesmo nos primeiros meses de 2018.

Nos documentos divulgados esta quinta-feira, o BPI refere que "o essencial da reestruturação relativa ao pessoal ficou cumprido com a redução de cerca de 900 pessoas proveniente das saídas ocorridas no final de 2016 e em resultado do programa de rescisões e de reformas antecipadas voluntárias lançado em 2017".

O presidente executivo do banco, Pablo Forero, voltou a referir aos jornalistas que, com estes cortes de pessoal, o BPI não tem intenções de lançar novos programas de saídas de pessoal.