“No que concerne a famílias em situação de dificuldade os números são semelhantes aos que se verificaram em 2014” e superiores aos de 2012 e 2013, o que permite verificar que “não há uma alteração significativa da situação financeira das famílias”, adiantou.






“A verdade é que desde o verão tem-se criado um clima de alguma euforia que tem levado a que as famílias tenham a ideia, às vezes não correta, de que as dificuldades estão ultrapassadas, que a crise terminou e a sua situação financeira se vai alterar”, sublinhou.


“A nossa preocupação vai no sentido de que tanto as instituições de crédito como as famílias não estejam a acautelar os seus direitos e não estejam a ser responsáveis na forma como lidam com o seu dinheiro e que isso venha a trazer consequências a médio prazo”, salientou.


“Há aqui já por parte dos consumidores o privilegiar do consumo e esquecer a poupança”, disse Natália Nunes, lamentando que a expectativa do GAS de que a crise servisse para alertar os consumidores para a necessidade de gerirem de forma correta o seu dinheiro, privilegiando a poupança, não ter tido esse efeito.