Lisboa subiu 11 posições no ranking das cidades mais caras do mundo, revela um estudo global da consultora Mercer sobre custo de vida em 2016. A capital alfacinha passa assim para a posição 134 da lista.

Uma lista que, em relação a 2015, sofreu algumas alterações. Ao contrário do ocorrido nos últimos três anos, a japonesa Hong Kong surge este ano como a cidade mais cara do mundo, colocando Luanda em 2º lugar.

E se a comparação for feita, por exemplo, entre o custo de arrendar um t2, diz o Mercer, em Lisboa pode custar 1.500 euros. Um valor que dispara para 6.000 euros em Hong Kong.

Na Europa, a liderança continua a ser da suíça Zurique, que se encontra no 3º lugar da tabela. Uma posição acompanhada de perto por Singapura, em 4º, e Tóquio no quinto lugar. E enquanto Zurique e Singapura não sofreram alterações de posicionamento no ranking, Tóquio sobe seis lugares face a 2015.

“O fortalecimento do yen japonês «empurrou» as cidades nipónicas para cima no ranking”, explica Tiago Borges, responsável Ibérico da área de estudos de mercado da Mercer. “No entanto, as cidades chinesas caíram no ranking devido ao enfraquecimento do yuan chinês face ao dólar americano”.

O estudo revela ainda que, este ano, se assistiu à subida de cidades dos Estados Unidos da América devido à valorização do dólar americano.

Com este estudo a consultora pretende dar a conhecer que fatores “como as flutuações cambiais, a inflação no custo de bens e serviços e a volatilidade nos preços do alojamento, condicionam o custo dos pacotes de remuneração dos colaboradores expatriados”.

No caso de Lisboa, e apesar da escalada no ranking, a Mercer conclui que a capital portuguesa permanece “ainda assim como uma das cidades menos dispendiosas para expatriados a nível global”.

Da lista das 10 mais caras para expatriados fazem ainda parte, Xangai (7), Genebra (8), N’Djamena (9) e Pequim (10). No extremo oposto – as cidades mais baratas para expatriados – encontram-se Windhoek (209), Cidade do Cabo (208) e Bichkek (207).

Em comunicado, a consultora refere que o estudo em como objetivo “ajudar empresas multinacionais, bem como governos e outras organizações a determinarem estratégias de compensação para os seus colaboradores expatriados".

A Cidade de Nova Iorque é utilizada como cidade base, servindo de comparação para todas as outras cidades. Deste modo, os movimentos monetários são medidos em relação ao dólar americano. O estudo inclui mais de 375 cidades em todo o mundo. O ranking deste ano engloba 209 cidades dos cinco continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 items em cada local, incluindo habitação, transportes, comida, roupa, bens de uso doméstico e entretenimento.