Em Portugal venderam-se em 2017 mais 26 mil casas do que em 2016, num total de 153.292, transacionados por 19,3 mil milhões de euros, mais 4,5 mil milhões do que no ano anterior, informou o INE.

No ano de 2017 foram transacionadas 153.292 habitações, um número que representa um aumento de 20,6% face a 2016. As transações totalizaram 19,3 mil milhões de euros, mais 30,6% do que em 2016”, afirma o Instituto Nacional de Estatística (INE).

As contas do INE, que constam do Índice de Preços da Habitação (IPHab) hoje divulgado, têm por base informação enviada pela Autoridade Tributária e Aduaneira sobre o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

Só entre outubro e dezembro do ano passado foram vendidas 42.445 residências por 5.578.682 milhões de euros, enquanto no mesmo trimestre de 2016 tinham sido vendidos 12.180 alojamentos por 1.221.644 milhões de euros.

O INE diz que nesse quarto trimestre a taxa de variação homóloga do IPHab foi 10,5% e que, neste período, tal como sucedeu ao longo de 2017, os preços dos alojamentos existentes registaram um ritmo de crescimento superior ao dos alojamentos novos (11,8% e 5,9%, respetivamente).

Entre o terceiro e o quarto trimestre de 2017, o IPHab cresceu 1,2%, mas abaixo da variação de 3,5% no trimestre anterior.

Comparando com o quarto trimestre de 2012, as vendas atuais mostram a subida, nomeadamente face os 20.103 alojamentos vendidos em 2012 por um valor total de 2.054.821 milhões de euros.

Os alojamentos existentes continuaram a representar a maior parte das transações realizadas durante o último ano, tendo o seu peso relativo no total de transações aumentado em 1,5 pontos percentuais para 84,5%", afirma o INE.

O número de casas usadas vendidas nesse período aumentou 22,8%, o que supera o crescimento de 9,8% registado na venda de casas novas.

O INE ressalva que a subida dos preços foi mais intensa nas habitações existentes (10,4%) do que nas habitações novas (5,6%), e salienta ter havido um abrandamento na subida dos preços nos últimos três meses do ano, tendo os preços no quarto trimestre aumentado 1,2% depois de uma subida de 3,5% no trimestre anterior.

A Área Metropolitana de Lisboa e a região do Norte foram no ano passado as duas regiões com maior número de transações, concentrando 64,3% das transações, o máximo retratado na série do INE que começa em 2011.