O Governo afirmou hoje que cada suplemento remuneratório na função pública vai passar a ser pago num máximo de cinco posições e não em percentagem com a nova tabela, recusando ainda assim que os trabalhadores percam rendimentos.

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«Com a conversão em euros das percentagens também não se perde. Quando converto [a maneira de pagar o suplemento] em euros só estou a apresentar o suplemento», afirmou o secretário de Estado da Administração Pública, Leite Martins.

O responsável respondia na conferência de imprensa a seguir ao Conselho de Ministros desta manhã, depois de ter sido questionado sobre que impactos têm o pagamento dos suplementos deixar de ser feito numa percentagem sobre o valor base do salário dos funcionários públicos.

Leite Martins indicou que existirá uma «tabela com posições» para cada suplemento, já o ministro da Presidência, Marques Guedes, acrescentou que cada suplemento «pode ter até cinco graus» e que cada trabalhador receberá o suplemento correspondente «à sua responsabilidade dentro do organismo».

Por outro lado, disse Marques Guedes, «não haverá automatismo no crescer da despesa. Não quer dizer que haja poupanças, o que deixa de haver é automaticamente um efeito de bola de neve sobre a despesa sempre que haja atualizações salariais».

Já o secretário de Estado acrescentou que uma alteração dos suplementos dependerá das políticas remuneratórias que os Governos tenham e «de acordo com disponibilidade orçamental».