O ministro da presidência disse hoje que o Governo vê com «tranquilidade» a queda de 0,7% do PIB no primeiro trimestre, face ao anterior, porque se deve a fatores que não se vão prolongar pelo resto do ano.

«O que convém reter é a continuação do crescimento económico, e em linha com as previsões do Orçamento de Estado para 2014», afirmou Marques Guedes no final do Conselho de Ministros de hoje.

Marques Guedes disse que «a oscilação» registada no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre ¿deve-se, no ponto de vista do Governo, a fatores conhecidos como o encerramento da refinaria da Galp ou da AutoEuropa.

«Tudo matérias que não são repetidas para o resto do ano. É com toda a tranquilidade que vemos estes números» do PIB, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Marques Guedes salientou que, neste momento, a Galp «já retomou o seu funcionamento normal» e que que «a alteração de circunstâncias é já manifesta», mas ressalvou que «a prudência não pode deixar de ser palavra de ordem» do Governo.

O ministro remeteu os jornalistas para o Ministério das Finanças no que respeita a «questões mais específicas» relativas ao PIB.

O PIB registou, em termos homólogos, um aumento de 1,2% no primeiro trimestre, mas caiu 0,7% face ao trimestre anterior, de acordo com a estimativa rápida do INE.

Questionado sobre os apelos do PS à «prudência e realismo» do Governo, o ministro da Presidência assinalou que, da parte do executivo, prudência tem sido sempre uma palavra de ordem.

«Prudência e realismo é aquilo que a evolução da economia portuguesa e a situação da economia nacional aconselha desde sempre e o Governo não tem parado desde sempre de chamar a atenção para essa prudência e realismo», sublinhou, insistindo na necessidade de se afastar «quaisquer euforias» em relação à situação económica nacional.

Marques Guedes ironizou, contudo, que esperava que à semelhança do que o PS sempre faz quando saem dados positivos, os socialistas também agora dissessem «que nada disto tem a ver com o Governo».

«Quando saem dados que são positivos para a economia [o PS] diz sempre que o Governo não tem responsabilidade nenhuma», referiu.