O CFP refere que o défice de 2015 (de 2,8%) resulta do «abrandamento do ritmo de consolidação face ao previsto inicialmente no Documento de Estratégia Orçamental» e esclarece que «o agravamento do défice em 2019 face ao valor projetado para 2015, de cerca de 0,4 pontos percentuais do PIB, resulta de uma redução do excedente primário, que poderá atingir 1,2 pontos percentuais do PIB entre aqueles anos».

Para os próximos anos, a evolução do saldo orçamental «deverá beneficiar da melhoria da atividade económica, resultando na quebra do número de beneficiários de prestações de desemprego e no aumento da receita fiscal e contributiva».

No entanto, «essa melhoria não será suficiente para contrariar as demais pressões orçamentais», uma vez que «as pressões nominais afiguram-se pelo menos tão fortes quanto a dinâmica do produto», lê-se no relatório.

Os autores do documento argumentam que a deterioração do saldo orçamental projetada para 2016 «reflete essencialmente o facto de em 2016 deixar de se considerar a manutenção da sobretaxa em sede de IRS e de se considerar na despesa o efeito da reposição total das remunerações aos trabalhadores das administrações públicas».