O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, reagiu na sexta-feira com satisfação aos dados sobre a confiança económica publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e considerou que «a recessão foi embora» e o crescimento «está a recuar».

«A confiança dos consumidores continua a subir e atingiu este mês o ponto mais elevado desde 2009. O indicador de clima económico voltou a recuperar e atingiu este mês o valor mais alto desde 2008», disse Paulo Portas, referindo-se aos dados do INE.

O presidente do CDS-PP e vice-primeiro ministro falava na sexta-feira à noite, na Guarda, no jantar de tomada de posse da nova comissão política concelhia do CDS-PP, liderada por Henrique Monteiro.

«Isto é muito importante. É a confiança que trás investimento, é o investimento que gera emprego», observou.

Tendo em conta este cenário, o líder nacional do CDS-PP referiu que «o primeiro dever de todos os órgãos de soberania em Portugal é estarem à altura dos sinais que a economia portuguesa está a dar».

«Assim a política esteja à altura do que a economia e as empresas estão a conseguir fazer no nosso país», observou, dizendo que «é preciso proteger estes indicadores».

Paulo Portas falou também dos efeitos da crise e lembrou que nos últimos três anos «a questão social mais séria no nosso país chamava-se, e chama-se, desemprego».

Portugal chegou a ter uma taxa de 17,7% de desemprego, mas «desde há um ano» o desemprego «está a descer mês após mês», observou.

«Terminámos o ano passado com 15,6% e estamos neste momento com 14,6%. Ou seja ainda temos um desemprego demasiado alto, mas a tendência para a redução do desemprego é constante, mês após mês» e é disso que o país e as novas gerações «precisam», referiu.

Portas indicou que no momento atual «a recessão foi embora, o crescimento voltou, o desemprego está a recuar», as exportações "subiram" e o turismo «teve o melhor ano de sempre em 2013».

Disse ainda aos militantes que na questão dos funcionários públicos e dos reformados que pagam Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), as propostas do Governo são «propostas razoáveis e equilibradas».

«O país viveu três anos sob o ciclo da "troika". Esse tempo terminou», lembrou.

Em matéria de pensões, no caso das «pensões mínimas sociais e rurais» o Governo «aumentou-as com a troika cá dentro, enquanto os socialistas as congelaram e ainda não havia troika cá dentro», esclareceu.

A partir do próximo ano, «80% dos pensionistas ficarão isentos de qualquer contribuição» e aqueles que pagavam CES «ficarão todos em melhor situação».

«Nenhum ficará igual, nenhum ficará pior, ficarão todos em melhor situação a partir de janeiro de 2015», disse Paulo Portas, admitindo que haverá «uma recuperação substancial do valor da pensões, a partir de janeiro de 2015».

«Eu tenho esperança que esta solução não seja invalidada pelo Tribunal Constitucional», assumiu.