O indicador de clima económico e a confiança dos consumidores recuperaram em setembro, depois de terem atingido mínimos da série em dezembro, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, o indicador de confiança dos consumidores (calculado através de inquéritos a particulares) melhorou em setembro alcançando os -45,3 pontos (dos -49 pontos observados em agosto).

O indicador de clima económico (calculado através de inquéritos a empresas de vários setores de atividade) recuperou igualmente para os -1,6 pontos (dos -1,9 pontos observados em agosto).

Nos últimos três meses, de acordo com o INE, observou-se um aumento dos indicadores de confiança em todos os setores (Indústria Transformadora, Construção e Obras Públicas, Comércio e Serviços).

A recuperação do indicador de confiança dos consumidores deveu-se, por sua vez, aos contributos positivos de todas as componentes, destacando-se as perspetivas sobre a evolução da situação económica do país nos próximos 12 meses.

A confiança dos consumidores vinha a agravar-se desde setembro, tendo estabelecido em dezembro um recorde negativo.

Os indicadores de confiança do INE são calculados através de médias móveis de três meses dos saldos de respostas extremas a inquéritos. Um número negativo significa que houve mais respostas pessimistas do que otimistas.

Os indicadores de confiança do INE são calculados através de médias móveis de três meses dos saldos de respostas extremas a inquéritos. Um número negativo significa que houve mais respostas pessimistas do que otimistas

A Comissão Europeia divulgou também hoje que o indicador de sentimento económico do Eurostat para Portugal melhorou em setembro 1,7 pontos, mantendo-se, no entanto, abaixo da média dos países da União Europeia (UE).

O indicador de sentimento económico calculado pelo gabinete de estatísticas da Comissão Europeia mede a confiança e as expectativas quanto à economia de consumidores e empresas europeus.

Em Portugal, o indicador passou de 88,3 pontos em agosto para 90,0 pontos em setembro.

O INE e o Eurostat usam metodologias diferentes para calcular os seus indicadores.