O indicador de clima económico, que é calculado através de inquéritos às empresas e a vários setores de atividade, manteve a trajetória a trajetória de subida em julho, divulgou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Este indicador «manteve em julho o perfil ascendente observado desde o início do ano, após ter registado o mínimo da série em dezembro», refere o INE, na síntese económica de conjuntura.

Já a atividade económica e a confiança dos consumidores continuam em terreno negativo, mas com reduções menos intensas.

O indicador de atividade económica apresentou, em junho, «uma redução menos expressiva relativamente ao mês anterior», adiantou o Instituto.

Também o indicador quantitativo do consumo privado registou uma diminuição homóloga menos intensa em junho, «refletindo o contributo negativo menos acentuado das duas componentes, consumo corrente e consumo duradouro, destacando-se o último caso».

O indicador relativo à formação bruta de capital fixo (investimento) também desceu de forma menos expressiva em julho, «resultado da evolução de todas as componentes, salientando-se o contributo negativo menos expressivo da componente de construção».

De acordo com o INE, o consumo privado e o investimento apresentaram em junho reduções menos intensas e as exportações nominais aceleraram e as importações subiram.

Segundo a estimativa rápida do INE, o produto interno bruto (PIB) português registou um recuo homólogo em volume de 2,0% no segundo trimestre (-4,1% no trimestre anterior) e uma variação de 1,1% face a trimestre anterior.

«A evolução do PIB no trimestre de referência traduziu, sobretudo, a redução menos acentuada do investimento e a aceleração expressiva das exportações de bens e serviços, em parte associada ao efeito de calendário relativo ao período da Páscoa», aponta o INE.

No comércio internacional de bens, em termos nominais, as vendas ao exterior e importações subiram 6,3% e 2,1% em junho, face igual mês de 2012, respetivamente.

«Contudo, não recorrendo à utilização de médias móveis de três meses, as exportações nominais de bens diminuíram 1,2% em termos homólogos em junho (variação de 5,1% em maio)».

No segundo trimestre, a taxa de desemprego em Portugal ficou nos 16,4%.