O indicador de confiança dos consumidores diminuiu «ligeiramente» em agosto, após registar o valor mais elevado desde janeiro de 2007, e o indicador de clima económico recuperou para o máximo desde julho de 2008, divulgou esta quinta-feira o INE.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), escreve a Lusa, o indicador de confiança dos consumidores suspendeu o «acentuado movimento ascendente» observado desde o início de 2013, o que ficou a dever-se ao contributo negativo das perspetivas relativas à evolução da poupança e da situação económica do país.

Já o indicador de clima económico recuperou «ligeiramente» em agosto, prolongando o perfil crescente iniciado em janeiro de 2013 e fixando o máximo desde julho de 2008.

De acordo com o INE, no mês em análise, o indicador de confiança aumentou na indústria transformadora, na construção e obras públicas e nos serviços, mas diminuiu no comércio.

A subida na indústria transformadora é notória nos últimos dois meses, fixando o valor mais elevado desde setembro de 2008 em resultado do contributo positivo das opiniões sobre a procura global, uma vez que as perspetivas de produção e as apreciações sobre a evolução dos stocks de produtos acabados contribuíram negativamente.

Em agosto, o indicador de confiança da construção e obras públicas recuperou «ligeiramente», prolongando o movimento ascendente apresentado desde dezembro de 2012 e atingindo o máximo desde novembro de 2010, na sequência do aumento do saldo das opiniões sobre a carteira de encomendas.

Quanto ao indicador de confiança do comércio, diminuiu nos últimos três meses, refletindo em agosto o contributo negativo das perspetivas de atividade e das apreciações sobre o volume de vendas, mais expressivo no primeiro caso, enquanto as opiniões sobre o volume de stocks contribuíram em sentido contrário.

Nos serviços, o indicador de confiança aumentou «de forma ténue» em agosto, prolongando o acentuado perfil ascendente observado desde o final de 2012 e fixando o máximo desde junho de 2008.

O INE dá ainda conta, em agosto, de uma recuperação das apreciações sobre a atividade da empresa e das perspetivas de evolução da procura, mais expressiva no segundo caso.