A Confederação Europeia de Sindicatos defendeu esta segunda-feira o aumento do salário mínimo em Portugal e apelou à Comissão e ao Conselho Europeu para que adotem esta medida nas recomendações económicas e financeiras no quadro do semestre europeu.

Numa nota enviada à Lusa, a secretária-geral da Confederação Europeia de Sindicatos, Bernadette Ségol, expressa preocupação com a estabilidade salarial em vários países europeus e afirma que esta «não pode ser diminuída de forma discricionária».

Bernadette Ségol salienta que o poder salarial é «um dos pilares da procura interna» e «o motor do crescimento e da criação de emprego», que «funciona como uma arma contra a deflação, a dívida e a depressão».

«Apelamos à Comissão, ao Conselho e aos Estados-membros para que reconheçam esta diferença essencial, estas recomendações precisam de uma mudança de direção e de procurar um reforço dos salários e da negociação coletiva», declara.

A Confederação aponta depois medidas que considera essenciais em vários países europeus, defendendo que em Portugal seja aplicado o acordo de concertação para aumentar o salário mínimo nacional, atualmente de 485 euros.

A organização considera ainda que é necessário «inverter os cortes salariais na função pública» a nível europeu.

A Comissão Europeia apresenta hoje à tarde as suas recomendações específicas para cada Estado-membro no quadro do semestre europeu.