As casas compradas em 2017 por estrangeiros representaram 25% do total em 2017. Há três nacionalidades no topo da lista de compradores que vieram de fora do país: brasileiros, franceses e ingleses, mas também são muitos os chineses que têm recorrido aos vistos gold para investir em Portugal. 

A estimativa da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) aponta para um total de 152 mil imóveis vendidos no ano passado em Portugal - "número chegar aos 158 mil numa perspetiva mais otimista" - sendo que o número de casas vendidas a estrangeiros "deverá rondar as 38 mil", confirmou a associação em resposta à TVI24, depois de o DN/Dinheiro Vivo ter adiantado os números. Contas feitas, 25% ou um quarto do total.

Quanto às nacionalidades, Brasileiros, Franceses e Ingleses são os que se encontram no top 3 do investimento estrangeiro em Portugal. Destaque para o investimento brasileiro, que no Porto é já o primeiro comprador".

De realçar também, que segundo o balanço divulgado ontem pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) sobre os vistos gold, relativo a 2017, a maioria do investimento em imobiliário por esta via tem sido feita por chineses (3.588 até dezembro), desde que estas autorizações de residência foram criadas. A seguir, lá está, vêm logo os brasileiros (473). 

Na compra de imóveis em Portugal, e pelos dados da APEMIP, "não há dúvida" de que há três regiões a concentrar a maioria das transações: Porto, Lisboa e Algarve. Isso acontece tanto em número, como em valor de investimento.

Para 2018, a perspetiva da APEMIP é que o mercado imobiliário continue a crescer. Arrisca mesmo uma percentagem: 30%.

No entanto, adverte ao mesmo tempo, "o setor imobiliário enfrentará desafios nas principais cidades do país, que se prendem essencialmente com a ausência de stock imobiliário".

O problema é de tal ordem, não só em Lisboa e Porto, como noutras grandes cidades europeias, que responsáveis municipais das cidades de Barcelona, Nova Iorque e Lisboa elaboraram um documento conjunto a reivindicar que se limite o preço da habitação e “mais capacidade legislativa” para enfrentar “o crescimento da pressão especulativa”. Nunca foi tão caro viver nos grandes centros urbanos.

Muitas casas estão a ser destinadas ao alojamento local e o mercado de arrendamento e de venda ressente-se.