Cerca de 49% dos empresários de pequenas e médias empresas portuguesas aconselham a criação de novas empresas nos distritos onde tem sede. O primeiro relatório sobre a competitividade económica dos distritos portugueses foi divulgado esta quinta-feira, pretendendo aferir o sentimento das empresas em relação à região onde estão implantadas e respetivas lideranças políticas locais.

Se quase metade tem aquela perceção, 35% dos empresários inquiridos consideram difícil lançar um novo negócio no distrito onde têm a sede das suas empresas.

Além disso, mais de metade dos empresários portugueses de pequenas e médias empresas (56%) vê a situação económica nacional de “forma negativa” , mas quanto maior é a dimensão das PME “mais positiva” é avaliação da situação económica do país, cita a Lusa.

Cerca de 51% dos inquiridos considera que a situação económica no distrito onde têm a sua sede “é negativa”.

Apenas 11% das empresas disseram que estão numa “boa situação financeira”, mas ainda assim, mais de metade dos empresários vê o ano de 2016 “como favorável” para as suas receitas e atividade.

O documento revela também que as empresas que operam sobretudo em um (39%) ou dois a três distritos (36%), cerca de 53% foram criadas há menos de cinco anos e a quase totalidade (94%) tem até 10 trabalhadores.

Já o apoio local para as empresas oferecido pelos “órgãos governamentais” é desconhecido ou subvalorizado por 76% dos inquiridos, refere o estudo.

Um quarto dos empresários das PME diz conhecer os programas de formação destinados a pequenos empreendedores promovidos pelos “governos regionais/locais”, e destes, 57%, referem que a oferta anual dos programas “é pouco ou quase nenhuma”.

Ficha Técnica

O “Estudo Nacional de Competitividade Regional Zaask” foi elaborado a partir de um inquérito aplicado a pequenas e médias empresas com sede em território nacional, tendo respondido 1301.

Contou com a colaboração do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica concluiu também que Viseu, Portalegre, Porto, Lisboa, Vila Real e Beja são os distritos onde os inquiridos mais aconselhariam a criação de novas empresas.

O questionário foi realizado durante cerca de dois meses, entre 29 de outubro e o final de dezembro de 2015, tendo os dados sido analisados em janeiro deste ano.