A companhia aérea Ryanair estima um crescimento de 6% em Portugal a partir do final deste ano, altura em que vai lançar 14 rotas para os cinco aeroportos do país, visando transportar 11 milhões de passageiros por ano.

“Vamos aumentar o nosso tráfego em 6% e, pela primeira vez, vamos transportar 11 milhões de passageiros” por ano, disse o diretor executivo da Ryanair, Michael O’Leary, que falava em conferência de imprensa em Lisboa sobre o horário de inverno deste ano (entre o final de outubro de 2018 e março de 2019).

Grande parte (3,5 milhões por ano) destes passageiros são esperados no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, seguindo-se o do Porto (4,4 milhões de passageiros), o de Faro (2,6 milhões de passageiros) e os de Ponta Delgada e Terceira, nos Açores, com um total de 500 mil passageiros.

Ao todo, estes aeroportos terão mais 14 novos destinos, estando em causa oito novas rotas do Porto (para Bolonho, Cagliari, Dusseldorf, Lille, Manchester, Malta, Marraquexe e Sevilha), cinco de Faro (para Berlim, Colónia, Cork, Marselha e Milão Bergamo), três de Ponta Delgada, duas na Terceira e uma de Lisboa (para Edimburgo).

Assim, a Ryanair passará a operar 104 rotas no país.

Em declarações à agência Lusa, Michael O’Leary explicou que, para criar mais rotas, será necessário adicionar “duas aeronaves, uma no aeroporto do Porto e outra no de Faro, e isso é um investimento de 200 milhões de dólares”, cerca de 160 milhões de euros.

“Não vamos adicionar equipamentos noutros aeroportos”, referiu.

O objetivo é que o total de passageiros passe de 10,3 milhões de passageiros para 11 milhões de passageiros este ano.

Michael O’Leary notou que os clientes da Ryanair vão passar, a partir do final deste ano, a “viajar a preços e custos mais baixos”, já que se prevê uma descida das tarifas entre 2% e 3%.

Ainda assim, o responsável vincou que não está em causa a estabilidade financeira da empresa.

A nossa rentabilidade vai manter-se estável porque, apesar de termos maiores despesas com os salários dos tripulantes de voo e dos pilotos, teremos custos menores noutras áreas, como […] na compra de aeronaves pelo facto de dólar estar ligeiramente mais fraco”, indicou.

 

Somos como um hamster, temos de correr rápido este ano para nos mantermos”, comparou Michael O’Leary.

Na conferência de imprensa, o responsável deu conta de outros objetivos da empresa para esta época, entre final de outubro e março do próximo ano, como apostar na pontualidade (garantindo que 90% dos voos chega ao destino no horário previsto), assegurar o preço mais baixo (e devolvendo a diferença mais cinco euros), reduzir as tarifas de bagagem de porão (para 25 euros por uma mala de 20 quilos) e ainda “criar a reputação de companhia aérea mais verde do mundo”, acabando com o plástico num prazo de cinco anos.