O presidente da Oitante, empresa que ficou com ativos do Banif aquando da resolução da entidade, reconheceu que alguns dos quadros que a sociedade-veículo abarcou poderão perder o emprego no final do processo com o Santander.

"No final, alguns encontrarão vias profissionais alternativas, outros acordarão rescisões por mútuo acordo, e outros terão de encontrar uma alternativa aos seus postos de trabalho", vincou Miguel Barbosa, numa audição na terça-feira à noite na comissão parlamentar de inquérito sobre o Banif.

O responsável foi ouvido pelos deputados numa primeira fase enquanto representante do Estado no Banif - audição em que esteve acompanhado pelo também ex-representante estatal Issuf Ahmad -, e num segundo momento prestou esclarecimentos enquanto presidente da Oitante.

Com esse enquadramento, Miguel Barbosa sublinhou que está em fase a migração da "capacidade de gestão de informação" do Banif para o Santander e no final do processo os mais de 400 trabalhadores sob a alçada da Oitante podem ficar sem emprego.

"Estamos a reorganizar o máximo possível os ativos que temos", vincou o responsável, asseverando que se está a "maximizar a componente de recursos humanos" da Oitante.

Com a resolução do Banif, o Banco de Portugal (BdP) criou a empresa-veículo Oitante, que "definiu o critério de distribuição dos trabalhadores entre o Santander e a Oitante" e que nomeou a administração desta.

A Oitante é presidida por Miguel Barbosa, que foi representante do Estado na administração do Banif.