A Comissão Europeia acusa a Apple de receber ilegalmente ajudas dos governos irlandeses, através de benefícios fiscais, podendo ser condenada a pagar mais de 1.000 milhões de euros, escreve o Financial Times.

De acordo com o jornal, que cita fontes próximas do processo, os resultados preliminares da investigação mostram que a dona do i-Phone beneficiou de «ajuda ilegal do Estado irlandês», ao ter-lhe sido aplicado uma taxa de imposto inferior a 2%.

«A Irlanda está confiante de que não há nenhuma violação das regras relativas a auxílios estatais neste caso e já deu uma resposta formal à comissão no início deste mês, referindo alguns equívocos presentes no relatório preliminar», adiantou o gabinete das Finanças, realçando que a Comissão Europeia ainda não se pronunciou formalmente sobre o caso.

A Apple também rejeita que tenha beneficiado de ajudas ilegais.

A Comissão Europeia está também a investigar acordos fiscais negociados pela Starbucks na Holanda e pela Fiat no Luxemburgo, com o objetivo de avaliar se estas multinacionais têm vantagens que configuram uma ajuda estatal indevida.

A Irlanda foi escolhida por várias multinacionais para instalarem as suas sedes na Europa, nomeadamente Amazon, Facebook, PayPal e Twitter.

A Apple na Europa tem sede na cidade de Cork, onde emprega 4.000 pessoas.