Mais de 350 mil trabalhadores saíram das Pequenas e Média Empresas portuguesas entre 2008 e 2013, uma redução em cinco anos de 13,5% do total da força de trabalho, divulgou esta sexta-feira a Comissão Europeia.

Ainda segundo a análise às PME por países, feita por Bruxelas, em 2013 existiam mais de 774 mil destas empresas em Portugal, que empregavam 2,26 milhões de pessoas e geravam 44 mil milhões de euros em valor acrescentado para a economia.

As PME representavam no ano passado, em Portugal, 99,9% da totalidade das empresas existentes e 66,5% do valor criado na economia. Eram ainda as responsáveis por 78,9% do total de empregos criados no setor privado não financeiro, diz Bruxelas.

No conjunto de países da União Europeia, em 2013, havia 21,6 milhões de PME no setor não financeiro, que empregavam mais 88,8 milhões de pessoas e geravam 3,6 biliões de euros de valor acrescentado.

Apesar de a situação das PME ser muito diferente consoante os países da Europa, no geral, a crise financeira e económica teve efeitos sobre as PME, com o valor gerado em 2013 a estar apenas 1% acima do registado em 2008 e com o emprego a ter caído 2,6% face há cinco anos.

Segundo a Comissão Europeia, a queda no número de empregos criados pelas PME deve-se sobretudo à diminuição de postos de trabalho nas PME de Portugal, Espanha, Itália, Polónia e Roménia.

Ainda sobre o ambiente para as PME em Portugal, Bruxelas considera que o limitado acesso das PME a financiamento e a contratos públicos é um obstáculo ao seu crescimento.