A Comissão Europeia defende que Portugal tem de continuar o processo de consolidação orçamental e as reformas estruturais depois de sair do atual programa de resgate para garantir a sustentabilidade da dívida, noticia a Bloomberg.

Citando documentos enviados pela Comissão Europeia ao Ministério das Finanças da Alemanha, a agência de informação financeira reporta hoje que Bruxelas defende, nesses documentos, que «o rácio da dívida pública face ao Produto Interno Bruto continua alto, mas é sustentado, tendo em conta que os esforços de reforma prosseguem durante o horizonte do programa e depois».

«Uma consolidação orçamental adicional, após o horizonte do programa, vai claramente acelerar a trajetória de redução da dívida», lê-se ainda nesse documento.

Nos mesmos documentos, refere-se que «a redução sólida da trajetória [da dívida] depende decisivamente do crescimento económico de médio e longo prazo» e que esta diminuição «só é atingível se a responsabilidade orçamental for mantida também depois do período do programa».

A Bloomberg adianta que Simon O'Connor, porta-voz do comissário dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, e o ministério alemão não quiseram comentar estas informações.