A Comissão Europeia assegurou esta quarta-feira que recebeu a notificação da resolução do Banco Espírito Santo (BES) a 03 de agosto, apontando que a data de 30 de julho que consta do processo se refere à «monitorização da situação».

Carlos Costa: «Que fique claro, CE só soube do caso BES dia 1 de agosto»

Numa declaração à Lusa, o porta-voz da Concorrência garantiu que «a notificação da ajuda estatal e do plano de resolução pelas autoridades portuguesas à Comissão ocorreu a 03 de agosto», tal como indicou já hoje o Banco de Portugal.

«A data de 30 de julho que surge no nosso sítio de Internet é meramente uma data de registo administrativo: de facto, a 30 de julho, a Comissão começou a monitorizar a situação do BES, após o banco ter anunciado perdas nesse dia», explicou Antoine Colombani, porta-voz do comissário Joaquín Almunia.

Já hoje, durante uma audição no parlamento, o governador do Banco de Portugal assegurou que a resolução do BES foi decidida a 01 de agosto, e remeteu para a Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia esclarecimentos sobre a data de 30 de julho que consta de um documento sobre o processo de resolução do BES.

Carlos Costa decidiu abrir a sua intervenção inicial com o esclarecimento da questão das datas da resolução do BES, depois de o Diário Económico ter avançado hoje que um documento da direção da concorrência de Bruxelas mostra que a entidade foi notificada sobre a utilização de dinheiros públicos para a resolução do BES a 30 de julho, ou seja, dois dias antes da suspensão das ações do banco em bolsa, período em que os títulos desvalorizaram 65%.