José Almaça admitiu que a informação «não circulou como devia» entre o Banco de Portugal e o Instituto de Seguros de Portugal.

Sobre a seguradora Tranquilidade, o presidente do ISP acredita que não valia o valor pelo qual foi avaliada dentro do grupo.

O resumo da audição em 5 pontos:

- No início de junho, a administração da Tranquilidade revela-lhe que tinha comprado papel comercial do BES. Só mais tarde soube que a seguradora tinha sido dada como garantia de uma linha de crédito dentro do grupo
 
- Admite que não foi devidamente informado pelo Banco de Portugal, já que «a informação não circulou como devia»
 
- A Tranquilidade não valeria 700 milhões, o montante da garantia. A sua avaliação diz que valia apenas entre 200 a 250 milhões. Não retirou a idoneidade à administração da Tranquilidade por uma questão de «estabilidade» e «confiança». Mas, em julho, ameaçou retirar a licença de atividade à Tranquilidade, para forçar a venda
 
- Outras seguradoras do Grupo Espírito Santo - BES Vida e BES Seguros - não sofreram «impactos significativos». No entanto, disse que o setor segurador «apanhou por tabela» devido a um «problema bancário»
 
- O administrador da BES Vida António Leandro Soares, que entretanto se demitiu, tentou comprar dívida do BES sem autorização no final de julho, tendo anulado logo depois a operação

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