Os países do Mercosul apresentaram na sexta-feira uma proposta conjunta à União Europeia, para a negociação de um acordo de livre comércio entre os dois blocos, depois de superadas as divergências internas da organização, anunciou o ministro brasileiro da Indústria, Mauro Borges.

Borges reuniu-se em Buenos Aires com os ministros argentinos da Economia, Axel Kicillof, e da Indústria, Débora Giorgi, para definir a versão final da proposta que Mercosul quer apresentar à União Europeia ainda este mês, e que teve na Argentina o país latino-americano mais reticente.

Após a reunião bilateral, Borges declarou-se «muito satisfeito», porque a aproximação de posições vai permitir «um acordo comum dos países do Mercosul [Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, Venezuela] com a União Europeia, que fortalece o bloco e a integração comercial», adiantou a agência EFE.

«Estamos a caminhar para uma oferta conjunta que é competitiva», sustentou o ministro brasileiro, sem adiantar no entanto os termos da proposta.

A União Europeia e o Mercosul assinaram um Acordo-Quadro de Cooperação Inter-regional, em 1995, que entrou em vigor quatro anos mais tarde.

Em 2000, encetaram negociações para um acordo de associação e cooperação comercial, que foram suspensas em 2004, por divergências entre parceiros, e retomadas mais tarde, em 2010.

Na sexta-feira, o vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas, em visita ao Brasil, disse que a parceria do Centro para a Excelencia e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA) com a gigante energética Itaipu, para a produção de um carro elétrico inteligente, é mais um passo na abertura aos mercados do Mercosul e à internacionalização à escala continental.

A Itaipu Binacional é a maior hidroelétrica do mundo em geração de energia elétrica e a segunda maior barragem do mundo em dimensão, a seguir à da chinesa Three Gorges, produzindo num ano a energia necessária para dois anos de consumo em Portugal ou dois dias a nível mundial.