A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias volta a reunir-se esta quarta-feira com o Governo para negociar formas de minimizar o impacto do aumento do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP).

A convocação desta reunião, agendada para as 17:30, na presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, levou a associação a suspender a marcha lenta de camiões em todo o território nacional que tinha agendado precisamente para hoje.

"A marcha lenta foi suspensa, uma vez que o executivo alargou o âmbito da reunião, agendada para 30 de março, a outras pastas do Governo. O encontro contará, assim, não só com o ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, mas também com o ministro das Finanças, o ministro da Economia, o ministro do Ambiente e as respetivas Secretarias de Estado", lê-se numa nota da ANTRAM.

O Governo propôs às empresas uma majoração do custo com o combustível em 20%, em sede de IRC, o que a ANTRAM rejeitou por "não permitir atingir o valor que as empresas terão que suportar com o aumento do ISP", cita a Lusa.

Mais do que não sofrer este agravamento, as associações querem que o preço dos combustíveis, que representa 35% dos custos das empresas do setor, seja equiparado ao praticado em Espanha, o que deverá ocorrer através da devolução do ISP, com base no consumo real de combustível.

Polémica

O aumento do IPS e os consecutivos aumentos semanais dos preços dos combustíveis criaram polémica entre transportadoras e o Governo, com os empresários a pedirem até a demissão do ministro da Economia, depois de Caldeira Cabral ter apelado aos portugueses para não abastecerem os seus veículos em Espanha. 

Primeiro o ministro fugiu à questão, mas depois respondeu aos protestos e ao pedido de demissão, recusando ter dito algo "ofensivo", só "verdades de La Palisse".