Mais de oito em cada dez litros de combustível vendido nos postos nacionais é simples, gasóleo e gasolina sem aditivos, um ano após a entrada em vigor da lei aprovada por unanimidade no parlamento.

Um ano após a introdução de combustíveis simples, conhecidos como 'low cost' (baixo custo), em todos os postos de abastecimento, os portugueses alteraram os hábitos de consumo, escolhendo gasóleo e gasolina sem aditivos, em média, 2,6 cêntimos por litro mais baratos.

A Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) estima que os combustíveis simples representaram 82% das vendas totais de gasóleo e de gasolina em 2015, enquanto no ano anterior representaram apenas 26% do volume total de vendas.

As petrolíferas contestaram a legislação, argumentando que restringia a liberdade das companhias, num mercado transparente e concorrencial, o que as levou a procurar razão na Justiça, que acabou por dar luz verde à lei aprovada por unanimidade no parlamento no final de 2014.

A ENMC, organismo que tem a missão de supervisionar e fiscalizar todo o mercado de combustíveis em Portugal, tem promovido campanhas sobre a qualidade dos combustíveis simples.

O primeiro governo de Passos Coelho apresentou como primeiro objetivo do diploma alcançar uma poupança para os consumidores, que, nos níveis de consumo atuais e segundo as contas do executivo, se traduziria em 200 milhões de euros por ano.

A Lusa contactou a ENMC para perceber a evolução dos números, desde a última apresentação pública em novembro, que remeteu esclarecimentos para mais tarde.