A CP - Comboios de Portugal reduziu os prejuízos, de 118,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2015 para um resultado negativo de 74,2 milhões nos primeiros seis meses deste ano. Contas feitas, uma melhoria de 36%.

"Para esta evolução, num cenário de ausência de indemnizações compensatórias, contribuiu essencialmente a melhoria do resultado financeiro, motivada pela redução do passivo financeiro e dos encargos com juros e gastos similares suportados pela empresa, a redução das provisões constituídas" e ainda "o crescimento dos proveitos de tráfego, que compensou o menor volume de serviços prestados à Medrail (ex-CP Carga), na sequência da transferência de material circulante para aquela empresa", justifica a CP no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). 

Destaca, ainda, o "impacto negativo no valor de 2,6 milhões, decorrente da não aprovação da adesão da CP ao Regime especial aplicável aos ativos por impostos diferidos". Na sequência desta decisão, registou-se uma provisão de 11 milhões de euros.

A empresa tinha, no final de junho, um total de 2.646 trabalhadores. No período em análise, saíram 62 colaboradores, menos 2% do que no ano passado. Entraram cinco trabalhadores "por retorno de cedências/requisições e de licenças sem vencimento", 17 maquinistas e cinco operadores de manobras.

Nos primeiros seis meses do ano foram transportados 56 milhões de passageiros, mais 1,2% face ao período homólogo.

Os passageiros dos serviços urbanos de Lisboa cresceram 0,8% para 37,8 milhões. No Porto, o crescimento foi de 2,2% para 10,3 milhões de passageiros.

O longo curso foi a rubrica que mais cresceu em percentagem, 10,6%, para 2.850 passageiros. Já o serviço regional caiu -2,2% para 5.075 pessoas transportadas. 

No total, os proveitos de tráfego atingiram os 110 milhões de euros, mais cinco milhões (ou 4,6%) do que em igual período do ano passado.

"Para estes resultados contribuíram, por um lado, as diversas ações de catácter comercial e de combate à fraude e, por outro, o clima de paz laboral e a recuperação dos indicadores económicos do país", segundo a CP.