A greve desta quinta-feira na Carris está a registar uma adesão «muito perto dos 95%», revelou a Comissão de Trabalhadores, no início do plenário a decorrer hoje de manhã na empresa.

Os dados foram avançados por Paulo Gonçalves, presidente da Comissão de Trabalhadores da Carris, na abertura do plenário de trabalhadores.

O secretário-geral da CGTP e também funcionário da Carris, Arménio Carlos, também afirmou que a greve hoje em curso naquela empresa é uma das maiores realizadas nos últimos anos na transportadora.

«Esta greve, neste momento, é uma das maiores greves realizadas na Carris nos últimos anos», afirmou hoje Arménio Carlos aos jornalistas, ao chegar ao complexo da Carris em Miraflores, onde se dirigiu para participar no plenário de trabalhadores, marcado para as 11:00.

Para Arménio Carlos, esta greve é a «demonstração clara da consciência destes trabalhadores e da sua disponibilidade para defender os seus direitos».

«Através de uma grande unidade de ação poderemos encontrar respostas aqui na Carris como em muitas outras empresas de transportes», disse o eletricista da Carris desde 1974.

Arménio Carlos defendeu ainda que esta paralisação serve também para «chamar a atenção da opinião pública para que os seus adversários não são os trabalhadores dos transportes».

O sindicalista recordou que, «de há quatro anos a esta parte, [os trabalhadores da Carris] não têm aumentos salariais, nem aumentos nas carreiras, sendo simultaneamente confrontados com cortes e estão todos os dias a perder poder de compra».

«A ideia que se criou de que soa trabalhadores privilegiados não corresponde à verdade», considerou.

Centenas de trabalhadores da Carris estão hoje concentrados no complexo de Miraflores.

Alguns chegaram a conduzir autocarros, que estacionaram, e muitos outros vieram juntos em carrinhas para participar no plenário.

Os trabalhadores da Carris estão parados desde as 09:30 até às 15:30, período abrangido por um pré-aviso de greve para a realização do plenário, mas, segundo a rodoviária, todas as carreiras vão circular.

O plenário foi marcado para debater formas de contestar a proposta de Orçamento do Estado para 2014.