Os mais distraídos podem não ter reparado, mas houve bancos que aproveitaram o período das férias para procederem a algumas alterações nas comissões que, sendo certo que nos 60 dias anteriores à mudança, em algum momento, terão que ter alertados os clientes.

Depois da polémica em torno as alterações ao preçário que Caixa Geral de Depósitos por em vigor a partir de 1 de setembro, a Deco-Proteste veio alertar para outras mudanças que podem ter passado, ou virem a passar, despercebidas.

Por exemplo, em pleno agosto (9 de agosto), o BPI subiu o valor da anuidade do cartão de débito. Quem tem um, que será a generalidade dos clientes do banco, passou a pagar 18 euros por ano ao invés dos anteriores 15 euros anteriores. A que acresce o Imposto de Selo.

Na semana passada, a 25 de agosto, foi a vez de o EuroBic fazer algumas mexidas no preçário ao nível das operações de transferência e requisição de cheques. Embora para Nuno Rico, da Deco-Proteste, em declarações à TVI24, entre as mudanças mais gritantes estejam o fato do cliente do EuroBic, que tem um saldo superior a 1.500 euros, passar a pagar 10 euros trimestrais pela manutenção de conta, quando antes pagava 5 euros mais imposto de selo.

Também o Novo Banco, tal como noticiou o Eco, deve adicionar, já em novembro, um patamar a partir do qual os clientes são obrigados a pagar um valor trimestral pela manutenção de conta. Se até agora o Novo Banco cobrava 15 euros, mais imposto de selo, em termos trimestrais, pela manutenção da conta. Se tem entre 5 e 35 mil euros via passar a pagar 1,5 euros mais imposto de três em três meses.

Estes são, para já, os casos, que a Deco-Proteste identificou o que não quer dizer que não haja outros. A TVI24, voltou ao contacto com alguns dos principais bancos – BPI, Santander Totta, Novo Banco, Millennium bcp e Montepio – para tentar perceber se tinha havido alterações face às respostas dadas no final de julho mas só o Novo Banco confirmou a introdução de um novo teto para manutenção de conta, partir de novembro.

Esta terça-feira, nas Manhãs da TVI24, Nuno Rico, reconheceu ainda que não haverá muito a fazer por parte dos clientes, mas aponta alternativas para quem não está satisfeitos com mais taxas ou plafonds cobrados pelo seu banco: “os designados bancos online ou banco dos CTT, que ainda não cobra comissões de manutenção de conta.”

O economista disse ainda que, contas feitas, em alguns casos, “o custo de movimentar a conta à ordem pode chegar aos 200 euros anuais.”

 A 1 de setembro será a vez da entrada em vigor do já anunciado novo preçário por parte da CGD. De fora dos aumentos aplicados pelo banco público ficam os reformados com mais de 65 anos que recebam uma pensão até 835,50 euros e as contas com um único titular até 25 anos.

Os restantes clientes vão pagar, segundo a Deco- Proteste, 61,80 euros por ano, mesmo que domiciliem o ordenado ou a pensão. “Só serão poupados se usarem os cartões de crédito e débito pelo menos uma vez a cada três meses". Mas "pagarão as anuidades e os custos dos restantes produtos contratados, como cartões de débito (18,72 euros) e as transferências interbancárias online (0,52 euros por operação)”, chama ainda a atenção a associação.