A auditoria à Caixa Geral de Depósitos (CGD) será enviada ao Ministério Público se houver indícios de práticas que possam constituir crimes, assumiu esta quarta-feira o secretário de Estado Adjunto e das Finanças no parlamento, em resposta ao CDS-PP.

Segundo Mourinho Félix, a auditoria à gestão de 15 anos do banco público está agora na fase de um segundo auditor validar os critérios usados, “de modo a assegurar que não há enviesamento”, e será depois enviada aos supervisores, nomeadamente o Banco de Portugal, mas também à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e regulador dos seguros (ASF) se interferir nas suas competências.

Quanto à intervenção da Justiça neste processo, o governante disse que a auditoria "será enviada as autoridades de investigação criminal caso traduza indícios ou práticas que possam indiciar” irregularidades.

Em abril do ano passado foi conhecido que a auditoria à CGD foi adjudicada à consultora Ernst and Young (EY) para analisar os atos da gestão do banco público entre 2000 e 2015. A auditoria deveria ter demorado 15 semanas, mas o prazo prolongou-se.