A queda da atividade económica voltou a abrandar em julho, de acordo com a síntese económica de conjuntura de agosto, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O consumo privado e o investimento apresentaram também reduções menos intensas.

No mesmo documento, o INE revela ainda que o indicador de clima económico acentuou em agosto a tendência de recuperação registada desde o início do ano.

Já a informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP) revelou «diminuições homólogas menos intensas da atividade económica nos serviços e na construção e obras públicas», enquanto na indústria se observou «uma redução mais expressiva em julho, interrompendo a trajetória ascendente anterior».

Em julho, o indicador quantitativo do consumo privado registou uma diminuição homóloga «ligeiramente menos intensa em julho, refletindo o contributo negativo menos acentuado da componente de consumo duradouro».

Quanto ao indicador de FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), também diminuiu de forma menos expressiva em julho, «em resultado da evolução das componentes de construção e de material de transporte, destacando-se o primeiro caso».

Relativamente ao comércio internacional de bens, em termos nominais, as exportações e importações tiveram variações homólogas de 3,2% e 3,3% em julho (que comparam com 6,1% e 2,9% no mês anterior), respetivamente.

Na Área do Euro, em agosto, os indicadores de sentimento económico e de confiança dos consumidores «recuperaram significativamente», tendo os preços das matérias-primas e do petróleo registado variações em cadeia de menos 2,0% e 1,5% (6,9% e 5,7% em julho), respetivamente.