A missão da troika está reunida a esta altura com os parceiros sociais, um encontro que começou às 15h00. Um dos temas em cima da mesa é a redução salarial. A troika considera que os salários em Portugal devem baixar mais 2 a 5%, mas patrões e sindicatos estão contra a ideia.

À entrada da reunião, os representantes dos credores internacionais não quiseram prestar declarações. Do lado dos parceiros sociais, defendem ainda que está na altura se se começar a discutir a redução de impostos.

«Como é que é possível defender-se mais cortes nos salários quando neste momento os salários que estão a ser oferecidos para licenciados andam na ordem dos 485 euros?», questionou Arménio Carlos, líder da CGTP. O responsável acrescentou que menos do que isso é trabalhar sem receber, o que significa «voltar aos tempos de escravidão».

O presidente da CIP, António Saraiva, sublinhou que esta não é uma prioridade para as empresas portuguesas: «defendemos uma moderação salarial, mas em termos de prioridades para ganharmos competitividade e para gerarmos crescimento económico há outros fatores, como os custos de contexto, o licenciamento, a burocracia», enumerou.

O representante dos patrões defendeu ainda a redução da carga fiscal dos consumidores e das empresas, que a esta altura é «prejudicial» ao desenvolvimento económico português.