Em cima da mesa está o despedimento de 6.000 funcionários, medida que faz parte de um plano de reestruturação para salvar a empresa e que foi anunciado por Christoph Mueller, na sua primeira aparição pública desde que foi contratado, no mês passado.

“Estamos tecnicamente falidos. Mas a queda de resultados começou muito antes dos trágicos acontecimentos de 2014”, disse aos jornalistas o CEO da Malaysia Airlines, referindo-se ao Boeing desaparecido sobre o oceano Índico e ao outro abatido quando sobrevoava a Ucrânia.

Contudo, dois terços dos trabalhadores (aproximadamente 14.000) devem receber, nos próximos dias, uma nova oferta de emprego da transportadora que irá substituir a companhia aérea de bandeira malaia.

Entre os restantes 6.000, um terço do total, aqueles que estão há menos de dez anos na empresa vão ser compensados com um mês de salário por cada ano de trabalho, enquanto aos que se encontravam em funções há mais de uma década vai ser oferecida uma indemnização de mês e meio por ano.

A 8 de março de 2014, o avião da Malaysia Airlines, MH370, que fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim desapareceu misteriosamente dos radares com 239 pessoas a bordo. A 17 de julho do mesmo ano, o voo MH17,  que ligava Amesterdão e Kuala Lumpur, foi abatido por um míssil disparado por rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia, que causou a morte imediata ao s 298 ocupantes.