A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, lamentou esta sexta-feira que o Congresso norte-americano não tenha ratificado em tempo útil a reforma da instituição.

A atitude dos Estados Unidos vai forçar a instituição a encontrar outros meios para garantir recursos financeiros e modificar a sua forma de funcionamento, afirmou Lagarde em comunicado.

«Os membros do FMI tinham pedido e esperavam que os Estados Unidos aprovassem até ao fim do ano as reformas das contribuições e da governação decididas em 2010», afirmou.

«A adoção das reformas continua a ser essencial para reforçar a credibilidade do FMI, a sua legitimidade e eficácia e para garantir recursos permanentes e suficientes para as necessidades dos seu membros», acrescentou Lagarde, precisando que deu conta da sua «deceção» às autoridades norte-americanas e espera «uma ratificação rápida».

A lei de finanças votada hoje de madrugada na Câmara dos Representantes não inclui os artigos que garantiam a ratificação da reforma do FMI.

Os republicanos, maioritários no próximo Congresso, não apoiam a reforma, ao contrário do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Os Estados Unidos são o principal financiador do FMI e a sua aprovação é essencial para que a reforma entre em vigor.

Pequim já manifestou hoje «profunda desilusão» por o Congresso não ter aprovado a reforma, que permitiria à China reforçar a sua influência na instituição.