A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, afirmou-se hoje «dececionada» por o texto da lei de finanças alcançado no Congresso norte-americano não prever o financiamento necessário para as reformas do FMI.

Os negociadores do Congresso divulgaram na segunda-feira um documento de 1.582 páginas relativo à referida lei, mas no texto não figura qualquer reforço de fundos para a reforma do FMI aprovada em 2010.

«Estou dececionada por não terem sido aprovadas as medidas necessárias para fazer avançar esta importante reforma» da instituição, declarou Lagarde em comunicado.

«O mundo está a mudar e estamos determinados a ajudar os nossos membros a concluírem o que foi acordado em 2010 para garantir que o FMI evolui ao ritmo das mudanças mundiais e pode enfrentar novos desafios», afirmou.

Lagarde referiu que a administração norte-americana continua a trabalhar para obter do Congresso as autorizações necessárias. «E temos esperança que isso aconteça», acrescentou.

Em 2010, quando Dominique Strauss-Kahn ainda era diretor-geral do FMI, a instituição aprovou uma reforma apresentada como a mais ambiciosa desde a sua criação.

Este acordo previa a duplicação do capital do Fundo e uma redistribuição de ações favorável aos países emergentes, quando até agora tem havido um predomínio dos Estados Unidos e da Europa.

Na altura, o FMI apontou como objetivo terminar a reforma até ao outono de 2012.