A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que a instituição deve reduzir a sua previsão para o crescimento da economia global de 2016 novamente devido à fraca procura, queda do comércio e investimento, bem como as crescentes desigualdades.

Lagarde disse, em entrevista à Reuters, que os líderes do G20 precisam de fazer muito mais para estimular a procura, impulsionar o comércio e a globalização, e combater as desigualdades.

E enquanto algumas das principais ameaças para a economia global ainda precisam de se materializar, como a recessão provocada pelo voto do Reino Unido para sair da União Europeia, ou o colapso do crescimento chinês, a diretora-geral do FMI descreveu a perspetiva global como de "crescimento ligeiramente decrescente, frágil, fraco e certamente não alimentada pelo comércio".

"Podemos argumentar que Brexit não está a materializar-se na crise maciça que esperávamos. E que a transição chinesa está a decorrer razoavelmente bem e, até, que os preços das commodities [bens, mercadorias] estão a subir um pouco ", disse Lagarde. " Portanto, estamos à superfície. "

"No entanto, quando olhamos profundamente para as perspetivas de crescimento económico, para o potencial de crescimento, para a produtividade, não há muito bons sinais, e, provavelmente, teremos de rever em baixa as nossas previsões de crescimento para 2016. "

O FMI deverá rever as suas previsões  -  World Economic Outlook - no início de outubro. A acontecer, será o sexto corte nas previsões de crescimento em 18 meses.