A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, elogiou hoje «a posição forte» de Portugal para completar a consolidação orçamental e garantiu que o Fundo vai «trabalhar de perto» com as autoridades portuguesas para ultrapassar «os problemas que permanecem».

Portugal sai da troika sem programa cautelar



«As autoridades portuguesas estabeleceram um histórico forte de implementação de políticas para atacar os problemas estruturais de longa duração do país. Este é um bom augúrio quando Portugal sai do programa apoiado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional», disse Christine Lagarde, numa nota escrita emitida hoje pela instituição.

Comissão Europeia diz que apoia Portugal na sua escolha



A diretora-geral do FMI destacou ainda que, «embora permaneçam incertezas e desafios, Portugal está agora numa posição forte para completar a consolidação das finanças públicas e aprofundar ainda mais as reformas estruturais, que são essenciais para alcançar um crescimento sustentado e [para a] criação de emprego».

«Vamos procurar continuar a trabalhar de perto com as autoridades [portuguesas] enquanto combatem os desafios que permanecem», afirmou Lagarde, no dia em que o Governo português anunciou que não vai pedir um programa cautelar, seguindo o exemplo da Irlanda.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que Portugal pode dispensar um programa cautelar porque a estratégia de regresso aos mercados e a consolidação orçamental foram bem-sucedidas e o país recuperou credibilidade externa.

«Podemos fazer agora esta escolha porque, tal como consta na declaração final emitida na sequência da última avaliação da troika, o programa está no bom caminho para o seu termo e colocou a economia portuguesa no caminho da solidez das finanças públicas, da estabilidade financeira e da competitividade», disse Passos Coelho, numa declaração ao país.