A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, considerou esta sexta-feira que o crescimento mundial tem um «ritmo demasiado moderado» para criar o emprego esperado.

Lagarde falava em Paris, após uma reunião com o presidente francês, François Hollande.

«Tive oportunidade de dizer ao presidente e aos ministros que consideramos que a situação de regresso ao crescimento tem decorrido, infelizmente, a um ritmo demasiado moderado para criar os empregos necessários», declarou.

François Hollande reuniu-se hoje no Palácio do Eliseu com dirigentes de várias organizações internacionais que têm representação no G20.

Lagarde, Jin Yong Kim (Banco Mundial), Guy Rydeer (Organização Internacional do Trabalho), Roberto Azevedo (Organização Mundial do Comércio) e Angel Gurria (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos) foram convidados para este encontro sobre a situação económica em França.

Christine Lagarde, de nacionalidade francesa, lembrou que os estatutos do FMI não lhe permitem manifestar-se sobre a situação económica de França.

De forma geral, observou que «a dinâmica de crescimento está a mudar com a retoma norte-americana e japonesa, a saída da zona euro de um logo período de recessão e um abrandamento do crescimento dos países emergentes».

Estes foram até agora, segundo Lagarde, os «motores do crescimento mundial».

«Em termos de diagnóstico, concluímos, em particular no que diz respeito à zona euro, que é indispensável permitir que se concluam nas melhores condições os programas que se aplicam atualmente a alguns países da zona», como a Grécia ou Chipre, prosseguiu citada pela AFP.

Christine Lagarde considerou também «necessário concluir a união bancária para consolidar os fundamentos da zona euro».