As participações de origem norte-americana na EDP ultrapassaram a posição da China, reunindo 36,26% do capital da elétrica portuguesa, a informação é avançada pela agência financeira Bloomberg.

No espaço de um ano e meio, os investimentos norte-americanos ultrapassaram os 26% tendo, à data, 36,26% do capital da EDP face aos poucos mais de 10% do início de 2013.

Os investidores, Capital Group, JP Morgan e BlackRock, ultrapassam a participação chinesa que acumula agora 25,24% do capital da empresa de elétrica.

O total de acionistas oriundos do Luxemburgo tem uma posição de 7,08%, seguidos de Portugal (6,51%), Noruega (2,84%), Argélia (2,81%), Qatar (2,68%), Reino Unido (2,47%), Espanha (1,93%) e Alemanha (0,74%).

No último ano, a José de Mello, o BCP e o BES reduziram a presença portuguesa na elétrica liderada por António Mexia, que desde dezembro de 2011 tem a empresa estatal chinesa China Three Gorges (CTG) como principal acionista, depois de ter adquirido ao Estado português 21,35% da EDP.

Cerca de 8,52% do capital da EDP é de origem desconhecida, de acordo com informação da agência financeira.

Segundo os dados disponíveis, a aposta de empresas e fundos de origem norte-americanos na EDP registou um grande aumento em março deste ano, mantendo-se em alta desde então.

Um dos analistas de um banco de investimento internacional conta que «é normal que exista uma posição significativa de acionistas com sede nos Estados Unidos» contudo, «o recente aumento de acionistas norte-americanos na EDP poderá ser visto como consequência de três fatores».

O primeiro, é que os investidores norte-americanos «tornaram-se bastante confiantes nas perspetivas económicas do sul da Europa e, especificamente, de Portugal», explica. O segundo fator prende-se com o suporte financeiro dado pela CTG à EDP. Por último, a quebra do valor das ações (em novembro de 2012 caíram para 1,9 euros), o que torna a empresa atrativa, nomeadamente para investidores dos Estados Unidos, segundo o analista.