As exportações da China, que é a maior potência comercial do planeta, aumentaram 18,7% em março, em comparação com o mesmo mês do ano passado, para 1,05 bilião de yuan, cerca de 140 mil milhões de euros, revelam dados oficiais.

No mesmo período, as importações do "gigante" asiático recuaram 1,7%, para 855,5 mil milhões de yuan (116 mil milhões de euros).

O superávit comercial do país cresceu para 194,6 mil milhões de yuan (26,4 mil milhões de euros, 13 vezes o valor registado no mesmo mês do ano passado.

Outros dados conhecidos prendem-se com o consumo de eletricidade, que aumentou 5,6% em março, face ao mesmo mês de 2015, num sinal positivo para a economia do país, a poucos dias de serem anunciado os dados do crescimento no primeiro trimestre, o que acontecerá na sexta-feira.

As estatísticas, publicadas hoje pela Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, detalham ainda que nos primeiros três meses do ano o consumo de eletricidade no "gigante" asiático cresceu 3,2%. Trata-se de um aumento impulsionado, sobretudo, pelo setor dos serviços e pelo consumo das famílias.

O Banco Mundial anunciou que prevê que a economia chinesa abrande o ritmo de crescimento este ano, para 6,7% e mais ainda em 2017 (6,5%). Isso deverá levar à desaceleração das economias dos países do Leste asiático para 6,3% este ano e 6,2% nos próximos dois anos.

O Governo chinês prevê "complicações" na reforma fiscal que vai começar a aplicar a partir de maio. Ainda assim, renovou a confiança de que o corte de 500.000 yuan nos impostos, qualquer coisa como 77.400 milhões de euros, vai fortalecer a economia.