A decisão da China de desvalorizar em 1,9% o yuan, a maior desvalorização da moeda chinesa dos últimos 20 anos, teve um forte impacto nas bolsas europeias. As autoridades chinesas quiseram dar um impulso às exportações e tentar travar o abrandamento da economia da China.

Foi o receio desse abrandamento que provocou uma onda de choque nos mercados europeus, que temem que a economia europeia seja penalizada com um menor volume de exportações para a China, principalmente, de produtos como automóveis e produtos de luxo.

A bolsa de Frankfurt, que representa um dos principais países exportadores para o Império do Meio, liderou as quedas na Europa, com uma desvalorização de 2,6%, seguida da praça de Paris (-1,86%).


Lisboa recua 1,82%


A Bolsa de Lisboa acompanhou a tendência das congéneres europeias e recuou 1,82%, com destaque para as empresas de retalho e para o setor financeiro.

A Jerónimo Martins recuou 3,289% e a Sonae 2,148%. Já o BCP desvalorizou 2,81% e o BPI 1,839%, a reflectirem ainda a redução do preço-alvo por parte da corretora Nomura.

Nota ainda para a queda dos títulos da Mota-Engil. Depois da forte subida superior a 9 de ontem, a construtora foi alvo da tomada de mais-valias e caiu 2,845%.