A Bolsa de Lisboa teve uma segunda-feira negra, seguindo de perto o pessimismo que alastrou por todo o mundo depois da Bolsa de Xangai ter perdido 8,5%.

Foi a pior sessão bolsista desde 2008, com o índice PSI-20 a fechar nos 4.981,26 pontos, abaixo da fasquia dos 5.000 pontos pela primeira vez desde meados de janeiro.

Lisboa seguiu de perto o dia negro das principais praças financeiras europeias: Paris perdeu 5,35%, Madrid 5,01%, Londres 4,67% e Frankfurt recuou 4,7%. Na Bolsa de Lisboa todos os títulos que fazem parte do índice PSI-20 fecharam no vermelho.

A Galp perdeu 7,96%, para 8,611 euros, acompanhando as empresas do setor no Europa, duramente penalizadas pela queda dos preços do petróleo. Em Londres, que funciona como mercado de referência para a Europa, o barril perdeu 5% para os 43,17 dólares. A Galp está no valor mais baixo desde janeiro e perdeu 17% desde meados deste mês.

A EDP perdeu 6,06%, para 2,975 euros, caindo para menos de três euros por cada ação, naquela que é a pior cotação desde fevereiro de 2014. Este ano a EDP já perdeu 7,6%.

A banca teve também um dia para esquecer. O BPI perdeu 6,77%, para 0,895 euros, o Millennium BCP perdeu 6,32%, para 0,0563 euros (é o valor mais baixo desde outubro de 2013 e amplia o prejuízo anual para 14%), enquanto que o Banif foi o título que mais perdeu no PSI-20, ao deslizar 10,3%, para 0,0052 euros.

A Jerónimo Martins foi outro peso-pesado do mercado em queda forte, tendo perdido 5,52%, para 11,725 euros.

Os juros da dívida pública agravaram-se ligeiramente nos países periféricos da zona euro, divergindo da Alemanha que funcionou como refúgio. As yields das obrigações do tesouro portuguesas a dez anos estão em 2,67%.