O banco central da China voltou esta terça-feira a cortar as taxas de juro de referência, pela quinta vez desde novembro. O Banco Popular decidiu ainda reduzir o montante das reservas que os bancos têm de manter e  injetou 150.000 milhões de yuan (cerca de 20,3 mil milhões de euros) para aumentar a liquidez do sistema financeiro do país. 

A partir de quarta-feira, a taxa de empréstimos a um ano e a taxa de depósitos a um ano vão diminuir em 25 pontos base, reduzindo-se para 4,60% e 1,75%, respetivamente.

Em paralelo, o banco central vai cortar em 50 pontos base o rácio das reservas mínimas obrigatórias impostas a determinadas instituições financeiras.


O regulador avisa que a economia chinesa está sob pressão, mas como a inflação ainda está baixa, é possível usar este mecanismo para baixar os custos de financiamento.

O Shanghai Composite Index afundou 15% em apenas dois dias, acumulando perdas de 4,5 biliões de dólares (3,9 biliões de euros) desde meados de junho, o que abalou a confiança dos investidores um pouco por todo o mundo. 

Wang Jianlin, a pessoa mais rica da Ásia, perdeu esta segunda-feira 3,6 mil milhões de dólares (3,1 mil milhões de euros), num dia que foi apelidado a segunda-feira negra. 

A Bolsa de Xangai   abriu a sessão a cair 6,4% e no fecho avolumou as perdas, que chegaram aos 7,6%. Só este mês a  bolsa já perdeu 19% e está em mínimos de oito meses. Foram perdas de 20%  em apenas uma semana, entre 17 e 24 de agosto.