As relações entre Portugal e a China, onde o primeiro-ministro português, António Costa, inicia no sábado uma visita de cinco dias, são descritas em Lisboa e Pequim como atravessando um período de "grande dinamismo".

Abaixo encontram-se alguns números oficiais que ilustram as relações entre os dois países, em diversas áreas:

2.879

O número de cidadãos chineses que obtiveram a Autorização de Residência para a atividade de Investimento (ARI), os chamados vistos 'gold', desde que o programa entrou em vigor, em outubro de 2012 - 74% do total de vistos emitidos.

154.000

Os turistas chineses que visitaram Portugal em 2015, um acréscimo de 36%, face ao ano anterior.

60 milhões de euros

Montante gasto pelos turistas chineses durante a sua estadia em Portugal, no conjunto de 2015, seis milhões a mais do que no ano anterior.

641 euros

Valor gasto por transação, em compras 'tax free', colocando os chineses como os turistas que mais gastaram, em média, em Portugal.

8.679

Número de vistos emitidos pela secção consular da embaixada portuguesa em Pequim, em 2015. A cifra não inclui as emissões do consulado em Xangai, a cidade mais populosa da China.

10 mil milhões de euros

Montante investido em Portugal pela China, desde que, em 2012, a China Three Gorges (CTG) comprou uma participação de 21,35% no capital da EDP.

2.700 milhões de euros

Valor que a CTG pagou ao Estado português, um dos maiores investimentos de sempre da China na Europa.

4,02 mil milhões de euros

Comércio bilateral entre Portugal e a China, em 2015, uma queda de 8,99% face ao ano anterior.

1,3 mil milhões de euros

Valor do 'superavit' de Pequim na balança comercial com Lisboa, em 2015, uma queda de 11,5%, face a 2014.

1.110

Portugueses que residem na China continental (excluí Macau e Hong Kong), sete vezes mais do que há dez anos.

Oito

Número de centros de vistos que Portugal tem na China, nas cidades de Pequim, Xangai, Nanjing, Chengdu, Shenyang, Wuhan, Fuzhou e Guangzhou, a cargo do grupo privado VFS Global.

Quatro

Número de universidades portuguesas - Aveiro, Coimbra, Lisboa e Minho - onde o Instituto Confúcio, organismo patrocinado por Pequim para assegurar o ensino de chinês, está já implantado.