A CGTP considerou que os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) traduzem as «opções políticas economicamente erradas e socialmente injustas que têm sido tomadas.

A economia portuguesa cresceu 0,6% no segundo trimestre face ao primeiro e 0,8% face a igual período do ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo INE.

Para a CGTP, «estes dados são a tradução direta das opções políticas economicamente erradas e socialmente injustas que têm sido tomadas, condenando Portugal à estagnação e retrocesso económico, com a perpetuação do desemprego em níveis incomportáveis, e a imposição pelo Governo de mais exploração e empobrecimento e cada vez maiores sacrifícios aos trabalhadores e ao povo».

Os dados referentes a 2014, acrescenta a central sindical em comunicado, demonstram que, «ao invés do apregoado crescimento, a política imposta traduz-se num período de estagnação, com uma evolução anémica incapaz de reverter os brutais efeitos da política de direita na economia e nas condições de vida dos portugueses».

A CGTP considera «preocupante o risco de deflação», referindo que o índice de preços no consumidor está em -0,2% em média anual, bem como o «agravamento da balança de bens, com as exportações a caírem 0,4% e as importações a subirem 1,3%», em termos homólogos, no segundo trimestre.

A central sindical salienta ainda o facto de «os efeitos do escândalo» do Banco Espírito Santo (BES) ainda não estarem traduzidos nas contas nacionais deste trimestre e, por outro lado, alerta para o que considera ser «o desfasamento entre a evolução do crescimento no trimestre (0,6%) e a do emprego (2%)», considerando que «pode indicar que os empregos criados são de má qualidade e de sustentabilidade duvidosa».