A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) diz que o modelo económico do Orçamento do Estado é contracionista. Em declarações no programa Política Mesmo da TVI24, João Vieira Lopes assume estar desiludido com o Orçamento do Estado para 2014, apresentado esta quarta-feira de viva voz pelo primeiro-ministro aos parceiros sociais.

O responsável disse ainda que o Governo tem de renegociar o programa de assistência com os credores internacionais, mas que precisa de fazê-lo com os responsáveis máximos e não com os técnicos que vêm a Portugal.

Até porque, recorda, o que dizem por exemplo Durão Barroso (presidente da Comissão Europeia) e Christine Lagarde (diretora do Fundo Monetário Internacional) é diferente do que dizem as equipas de missão que negoceiam com o país.

«Estas instituições internacionais parece que sofrem da doença bipolar», ironizou.

Já o secretário-geral da CGTP reagiu ao anúncio do primeiro-ministro, de que um eventual aumento do salário mínimo pode ser discutido no ano que vem. Arménio Carlos não acredita na sinceridade das intenções de Passos Coelho e diz mesmo que o objetivo do Governo e da troika é cortar salários, e que isso mesmo ficou claro no relatório divulgado pelo FMI.