O secretário-geral da CGTP-IN revelou esta quinta-feira que o Governo vai despedir trabalhadores na Carris e no Metropolitano de Lisboa, o que foi já negado pelo Ministério da Economia.

“Ontem [quarta-feira], a CGTP recebeu um ofício do Ministério da Economia a dar cinco dias para nos pronunciarmos sobre a redução de trabalhadores na Carris e no Metro”, disse Arménio Carlos no plenário de trabalhadores do Metropolitano de Lisboa que se realizou ao fim da manhã.

Segundo o sindicalista, a Transportes de Lisboa está a “dinamizar todo um processo para pôr algumas centenas de trabalhadores na rua, agora sob o efeito da denominada rescisões por mútuo acordo”.

Questionado pelos jornalistas, Arménio Carlos disse ainda que o Ministério não identifica no documento o número de trabalhadores a dispensar.

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Economia esclareceu que não vão ser dispensados trabalhadores e que a situação a que o secretário-geral da CGTP se refere decorre de um procedimento habitual nas empresas.

A mesma fonte explicou que “todos os anos as empresas podem fazer até 80 rescisões amigáveis com trabalhadores que estejam próximos da reforma”.

“Este ano, essa quota foi superada [por vontade dos trabalhadores] e, daí, resulta o documento enviado à CGTP”, acrescentou.

A agência Lusa tentou também contactar com a Transportes de Lisboa, que gere o metro e a Carris, mas até ao momento não foi possível obter esclarecimentos.