logotipo tvi24

CGTP: governos das últimas décadas são «os coveiros do país»

Arménio Carlos lança fortes críticas às «políticas de destruição do aparelho produtivo»

Por: Redacção / CPS    |   2012-05-01 20:24

O secretário-geral da CGTP responsabilizou esta terça-feira os governos portugueses das últimas décadas pela atual situação económica do país, acusando-os de terem desenvolvido políticas de destruição do aparelho produtivo e de promoverem injustiças e desigualdades sociais.

Arménio Carlos acusou os governantes portugueses de serem «os coveiros do país» e defendeu a necessidade de se lutar todos os dias por mudanças políticas e pelos direitos conquistados após a revolução de abril de 1974.

Na intervenção que fez no final da manifestação do Dia do Trabalhador, o sindicalista falou no elevado nível de desemprego, nos cortes de salários e subsídio de férias e de Natal do setor público, no congelamento e redução de pensões, na redução do subsídio de desemprego e de outras prestações sociais, escreve a Lusa.

«Esta é uma política que tem responsáveis, são os que governaram o país durante as últimas décadas», disse, perante milhares de pessoas que ocuparam o relvado da Alameda Afonso Henriques, em Lisboa.

«Eles são os que assinaram o chamado Memorando de entendimento com o FMI-BCE-UE, que promove as injustiças e as desigualdades, que generaliza o empobrecimento da população, aumenta a exclusão social e põe em causa a democracia e a soberania nacional», acrescentou.

«É hora de os portugueses se unirem na exigência de uma mudança de política e de uma política alternativa», defendeu Arménio Carlos.

Partilhar
EM BAIXO: Arménio Carlos (LUSA)
Arménio Carlos (LUSA)

Skoda Citigo chega a Portugal
Preços arrancam nos 9.545 euros
Veja as capas dos jornais de hoje
Revista de imprensa deste sábado
Governo: áreas-chave que vão criar emprego em 2013
Ministério da Economia aponta 14 setores que estarão em destaque durante este ano «particularmente difícil»
EM MANCHETE
Défice a crescer
Despesa do Estado aumentou quase mil milhões de euros até abril, mais 32 por cento quando comparado com o mesmo período do ano passado
«Chegou o momento do investimento», promete Gaspar
«Pós-troika será complicado sem sinal de crescimento»
PUB