O Conselho Geral Independente (CGI) afirmou esta quarta-feira, após o anúncio de que a administração da RTP liderada por Alberto da Ponte iria renunciar ao cargo, que a «honorabilidade e capacidade profissional» daqueles gestores «não estão, nem nunca estiveram em causa».

O CGI, supervisor do Conselho de Administração (CA) da RTP, tinha proposto a destituição da equipa de Alberto da Ponte, depois de ter chumbado o Projeto Estratégico elaborado por aquele órgão.

«Tendo tido conhecimento da apresentação da renúncia dos membros do Conselho de Administração da RTP, o Conselho Geral Independente reitera o que afirmou, na audição parlamentar, sobre a honorabilidade e a capacidade profissional dos membros do Conselho de Administração da RTP enquanto gestores, as quais não estão, nem nunca estiveram, em causa», refere o CGI liderado por António Feijó.

«Em períodos de transição, é natural existirem divergências quanto à interpretação e à implementação de um modelo novo, como sucedeu na RTP, mas é de realçar a vontade que cada órgão social sempre teve em defender os interesses da estação pública de rádio e televisão», conclui.

Com a renúncia da atual administração, fica a porta aberta para a indigitação de Gonçalo Reis, enquanto presidente, e Nuno Artur Silva, como vogal, da nova equipa de gestão da RTP.