A meta do défice para 2014, de 3,8% do PIB sem medidas extraordinárias, apenas será alcançada se o PIB nominal tiver crescido no mínimo 1,7% face a 2013, alertou esta terça-feira o Conselho de Finanças Públicas (CFP).

Dívida pública em 2014 superior ao definido pelo Governo

Num relatório divulgado hoje, a entidade liderada por Teodora Cardoso afirma que «apenas um crescimento do PIB nominal inferior a 1,7% poderá comprometer a meta de 3,8% do PIB em termos ajustados».

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Apesar de este valor ficar abaixo da estimativa do Governo para o PIB nominal de 2014, que, recorda o CFP, era de 2,5%, «o cumprimento da estimativa do Ministério das Finanças para o défice em termos ajustados parece exequível mesmo com uma evolução menos favorável para o PIB nominal».

Por outro lado, sublinha o CFP, um défice ajustado de 3,8% em 2014 «implica que no último trimestre o défice das administrações públicas não exceda 4% do PIB trimestral, o que corresponde ao resultado menos exigente dos últimos anos para o último trimestre do ano».

Em termos não ajustados, o CFP salienta que o défice «fixou-se em 4,9% do PIB até setembro, ligeiramente superior à estimativa do Ministério das Finanças para o conjunto de 2014», que é de 4,8% do PIB.